terça-feira, 21 de junho de 2011

Feminismo - Café com Filosofia

Outro ponto importante foi o Feminismo, na palestra da Professora Sidneia que abordou aspectos como Os movimentos Feministas e sua luta contra o Patriarcado.

Quando alcançamos a década de 1960, o advento da pílula anticoncepcional permitiu uma libertação dos comportamentos sexuais antes restritos à monogamia e às relações matrimoniais. Paralelamente, o meio intelectual também passou a se voltar para a essa questão com a difusão de livros de autoras que se interessavam em desconstruir o papel da mulher na sociedade. Entre outras obras, podemos destacar “O Segundo Sexo” de Simone Beauvoir e “A mística do feminino” de Betty Friedan.

A partir de então, muitas mulheres saíram às ruas com o intuito de reivindicar os mesmos diretos assegurados pela constituição liberal de seus países. Entre outras questões, lutavam para que as faixas salariais de homens e mulheres fossem devidamente equiparadas. Nesse aspecto, percebemos que entre as décadas de 1960 e 1970 o feminismo havia se consolidado enquanto movimento político integrado a muitas outras bandeiras de lutas civis e minoritárias.


Em resposta a tais movimentações, aconteceu a adoção de várias políticas de igualdade que visavam responder aos anseios estabelecidos no período. Instituições de defesa dos direitos das mulheres e outros órgãos de natureza governamental passaram a sensibilizar outras parcelas da sociedade com respeito a essa causa. Com isso, observamos que muitas bandeiras de luta passaram a ser prestigiadas pela aprovação de leis específicas.


A partir da década de 1980, o feminismo pareceu perder a sua força. A causa deixou de ser uma meta a ser alcançada depois que os próprios representantes do Estado reconheceram a legitimidade de tais reivindicações. Contudo, essa faceta da história contemporânea ainda se desdobrou em uma mudança de comportamento que rompeu com os paradigmas tradicionais da família e, até mesmo, do homem. A vitória feminista ainda ecoa em transformações ainda visíveis no nosso cotidiano e principalmente, a luta ainda não acabou e continua buscando a liberdade da posse do corpo feminino, a igualdade dos generos no mercado de trabalho e a mudança que todos, feministas ou não, devem aceitar, todos são iguais!

Ética e Moral - Café com Filosofia

Proposto pelo Prof. Jorge Nery nosso café filosófica abordou temas como Ética, Moral e Feminismos...
Segue um pouco da essencia das palestras.

"Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Tudo o que nele repousa aspira torna-se acontecimento, e a personalidade, por seu lado, quer evoluir a partir de suas condições inconscientes e experimentar-se como totalidade.
A fim de descrever esse desenvolvimento, tal como se processou em mim, não posso servir-me da linguagem científica; não posso experimentar-me como um problema científico". (Carl Gustav Jung).


Carl Gustav Jung uniu em sua obra dois aspectos  -  religião e ciência e dizia: "Lá estava o campo comum da experiência dos dados biológicos e dados espirituais, que até então eu buscara inutilmente. Tratava-se, enfim, do lugar em que o encontro da natureza e do espírito se torna realidade".

Interessou-se por filosofia e por literatura, especialmente pelas obras de Pitágoras, Empédocles, Heráclito, Platão, Kant e Goethe. Estudou em profundidade a alquimia, a magia, o dogma da Trindade. Seus Sete Sermãos aos Mortos é uma obra  misteriosa e mágica que se fecha aos céticos, mas se abre a todo aquele ou aquela que busca entender os caminhos do desenvolvimento do  espírito.
Outro trabalho importante de Jung na esfera da magia é  "O Símbolo da Transformação na missa".
Carl Gustav Jung é um crítico ferrenho da unicidade do individuo. Yung foi um psiquitra suiço e fundador da psicologia análita, também conhecida como psicologia juguiana. Sua obra foi criada na mesma epóca em que surgia o iluminismo, era uma epoca em que o indivíduo era totalmente centrado, unificado, dotado de razão e, tinha o eu como centro essencial da identidade. Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu exterior ou para seu interior: A energia do ser extrovertido é mais focalizada no mundo externo e a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno. Os seres eram divididos em duas vertentes: a tradição do iluminismo, onde consiste que os filósofos se descobrem por meio da ciência e a tradição anti-iluminista.
Na sua palestra ele fala sobre arquétipos que são formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico, então aparece a relação entre ética e Jung. A ética é uma disciplina filosófica que estuda a atividade ou atitude humana. Ou seja a defimição de arquetipos influencia muito na ética.



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Heráclito - Constante Transformação


Como Uma Onda

Lulu Santos

Composição : Lulu Santos / Nelson Motta
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar

Physis - Tudo !

Os físicos pré-socráticos investigaram a causa fundamental de todas as coisas pela razão, sem recorrer aos mitos; tentaram introduzir uma ordem para entender o mundo (a ordem como forma de unidade) e reduzir tudo a um princípio fundamental, do qual as múltiplas coisas derivariam.

Na escola de Mileto, Tales entendia a água como a causa material de todas as coisas; Anaximandro acreditava em uma substância primeira, eterna, ilimitada, indestrutível, o apeiron, a envolver o mundo, e na antítese de entre ser e vir a ser, este entendido como uma forma de degradação do ser infinito, opostos a lutar, sem um dominar o outro, em um conflito a criar o mundo; para Anaxímenes, o princípio fundamental era o ar.

Parmênides de Eléia introduziu o conceito de Unidade, acreditava apenas no Ser, entendia o devir, a mudança, com resultado da ilusão dos sentidos; Heráclito de Éfeso considerava o fogo como elemento primordial das mudanças, da antítese entre o ser e o devir, do conflito de opostos criados da unidade do Um, em um mundo que era simultaneamente Uno e Múltiplo, tensão entre a unidade e variedade, eterno conflito nunca apaziguado.


Physis estaria na presença dos Deuses em tudo, em Tales; no movimento dos elementos em Anaximandro; na transformação dos elementos em Anaxímenes; no fluxo dos elementos, na tensão e harmonia entre os contrários, na divisão da unidade no múltiplo e no retorno do múltiplo à unidade, em Heráclito

Parmênides e Heráclito - Os pré-socráticos

Parmênides é um filósofo pré-socrático que inaugura a filosofia cosmológica, a qual tenta romper com as explicações mitológicas acerca da realidade e busca explicar as coisas racionalmente. É considerado o pai do racionalismo. Antes do surgimento do método racionalista temos o Kaos (desorganização) e após ele o Kosmos (harmonia) e Kosmo (universo racionalizado). É neste sentido, de universalidade, que se baseia o pensamento racional. Em Parmênides encontramos os princípios de permanência, princípio de identidade e a Ontologia (estudo do ser).
Por outro lado, também na era pré-socrática temos Heráclito, filósofo ao qual, em contrapartida, podemos atribuir o empirismo, o conhecimento através da experiência, o conceito de transformação e o princípio dialético do movimento, tendo por princípio-base o fogo, que nunca é o mesmo. Estes dois filósofos gregos inauguram dois métodos de pensar diferentes um do outro, constituindo a base para o pensamento de Descartes e Bacon, séculos adiante.
A ciência nasce da filosofia e instrumentaliza o conhecimento; porém a ética terá a função de julgar e criticar os impactos daquela. Portanto, o conhecimento flui num movimento dialético de expansão e contração, desordem e harmonia, e, desta maneira, vai evoluindo e se aperfeiçoando. Entretanto, ainda há muito que melhorar.

Período Helenistico

Por volta das últimas décadas do século IV a.C., as cidades-Estado gregas enfrentaram sérias dificuldades para superar as perdas causadas a partir da deflagração da Guerra do Peloponeso. Os macedônios, então comandados pelo rei Filipe II, aproveitaram da situação para ocupar a Península Balcânica.

Filipe II alimentou a rivalidade das cidades-Estado gregas enquanto ganhava tempo para organizar uma poderosa força militar. Em 338 a.C., empreendeu a invasão ao território grego ao abater as tropas atenienses e tebanas na Batalha de Queroneia. Filipe II morreu assassinado em 336 a.C.. Com isso, teve que deixar o processo final de dominação dos gregos a cargo de seu filho Alexandre, O Grande.

Educado pelo filósofo grego Aristóteles, Alexandre teve uma formação que o permitiu conhecer profundamente os vários traços da cultura grega. Contudo, para chegar ao poder, teve que assassinar os irmãos com os quais disputava o trono. Depois disso, enfrentou a rebelião de várias cidades-Estado gregas que não aceitavam o processo de dominação macedônico. Logo em seguida, passou astutamente a se intitular como libertador dos gregos ao empreender uma guerra que daria fim à presença dos persas na Ásia Menor.

A partir desse momento, Alexandre assumiu uma política de respeito às autoridades, instituições e crenças dos povos subordinados por seus exércitos. Para legitimar tal postura, costumava tomar ações que amealhavam os valores e tradições dos vários povos que estavam sob o seu domínio. Essa política que permitiu a relativa estabilidade do proeminente Império Macedônico ficou conhecida como “helenismo”.

Entre outras ações que marcam a consolidação do helenismo, podemos destacar o casamento de Alexandre com a princesa da Pérsia. Após desposá-la, cerca de dez mil soldados macedônios também se casaram com mulheres de descendência persa. Além disso, o imperador também permitia a construção de teatros, museus e bibliotecas que teriam a função de preservar e difundir os valores das culturas grega, egípcia e persa.

Tal política de integração cultural fez com que vários ramos do conhecimento fossem desenvolvidos durante esse período. A biblioteca da cidade egípcia de Alexandria, por exemplo, mantinha cerca de 400 mil obras literárias em seu acervo. A arquitetura foi marcada pela construção de suntuosos templos em homenagem a diversas divindades. Simultaneamente, os campos da Filosofia, da Geometria e da Matemática também observaram um expressivo avanço.

Com a morte de Alexandre, o seu grandioso império foi dividido em três grandes reinos, além disso, alguns centros urbanos persas e indianos retomaram a sua autonomia política com o processo de divisão.

Essa divisão política acabou permitindo que os romanos, entre os séculos II e I a.C., dominassem todos estes reinos. Vários traços da cultura grega acabaram sendo absorvidos nesse novo processo de dominação. Dessa forma a civilização grega vivenciou a última etapa da sua história na Antiguidade.

Sócrates - Afinal, "Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância. "

O filósofo Sócrates costumava ensinar somente oralmente, através de diálogo, e nunca escreveu qualquer das suas teorias.

Sócrates se opôs à sofistica mais do que qualquer outra coisa, porque aquela filosofia de ensinar era baseada mais numa falsa persuasão do que num conhecimento ou hipóteses lógicas.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa. 
Como é de conhecimento geral, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemos especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão.
Seja como for, cabe a ele a glória e o privilégio de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. Assim pode-se dizer que Sócrates é o protagonista de todas as obras platônicas embora Platão conhecesse Sócrates já com mais de sessenta anos de idade.

Suas contribuições ultrapassam os limites da Grécia de milhares de anos e refletem a incerteza e a arte de indagar filosoficamente, com critérios e assim obter verdades próprias.