O filósofo Sócrates costumava ensinar somente oralmente, através de diálogo, e nunca escreveu qualquer das suas teorias.
Sócrates se opôs à sofistica mais do que qualquer outra coisa, porque aquela filosofia de ensinar era baseada mais numa falsa persuasão do que num conhecimento ou hipóteses lógicas.
O objeto da ciência não é o sensível, o particular, o indivíduo que passa; é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito ou idéia geral obtém-se por um processo dialético por ele chamado indução e que consiste em comparar vários indivíduos da mesma espécie, eliminar as diferenças individuais, as qualidades mutáveis e reter o elemento comum, estável, permanente, a natureza, a essência da coisa.
Como é de conhecimento geral, Sócrates não deixou nada escrito. As notícias que temos de sua vida e de seu pensamento, devemos especialmente aos seus dois discípulos Xenofonte e Platão.
Seja como for, cabe a ele a glória e o privilégio de ter sido o grande historiador do pensamento de Sócrates, bem como o seu biógrafo genial. Assim pode-se dizer que Sócrates é o protagonista de todas as obras platônicas embora Platão conhecesse Sócrates já com mais de sessenta anos de idade.
Suas contribuições ultrapassam os limites da Grécia de milhares de anos e refletem a incerteza e a arte de indagar filosoficamente, com critérios e assim obter verdades próprias.
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